RELEVO
Como
em quase todo o território brasileiro, o relevo da região é marcado por
unidades suaves, raramente ultrapassando mil metros de altitude. O relevo da
Região Centro-Oeste é composto por três unidades dominantes: Planalto Central, Planalto
Meridional e Planície do Pantanal.
Planalto Central
O
Planalto Central é um grande bloco rochoso, formado por rochas cristalinas,
sobre as quais se apoiam camadas de rochas sedimentares. Existem trechos em que
as rochas cristalinas aparecem livres dessa cobertura sedimentar, surgindo aí
um relevo ondulado. Nas áreas em que as rochas cristalinas estão cobertas pelas
camadas sedimentares, são comuns as chapadas, com topos planos e encostas que
caem repentinamente e recebem o nome de ‘’serras’’. Nestas regiões, as chapadas
possuem a denominação de chapadões.
Chapada dos Guimarães
As
chapadas estão presentes na maior parte da região, e em Mato Grosso podem ser
citados a Chapada dos Parecis, a oeste, e a Chapada dos Guimarães, ao sudeste;
em Goiás, pode ser citado a Chapada dos Veadeiros, ao norte; na divisa com o
Nordeste destaca-se o Espigão Mestre, que funciona como divisor de águas da
bacia do Tocantins e da bacia do São Francisco.
Planície do Pantanal
O
Pantanal é uma planície inundável de formação recente, cuja altitude média é de
aproximadamente 110 metros. É, portanto, uma depressão relativa situada entre
os planaltos Central, Meridional e relevo pré-andino. Periodicamente, a
Planície do Pantanal é inundada pelo Rio Paraguai e seus afluentes. O relevo da
planície tem duas feições principais:
Cordilheiras:
Pequenas elevações que não sofrem inundações;
Baías
ou lagos: Partes mais baixas, de formatos circulares, inundadas
durante a estação chuvosa, formando lagoas.
Planalto Meridional
Extensão do Pantanal na América
O
Planalto Meridional se estende da Região Sul até os estados de Mato Grosso do
Sul e Goiás. Nele são encontrados os solos mais férteis de todo o Centro-Oeste
– a terra roxa que aparece em forma de manchas no sul de Goiás e em Mato Grosso
do Sul.
CLIMA
O
clima da região Centro-Oeste do Brasil é o tropical semiúmido, quente e chuvoso, sempre
presente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. A
característica mais marcante deste clima quente é a presença de um verão
chuvoso, entre os meses de outubro a abril, e um inverno seco, entre os meses
de maio a setembro.
O
norte de Mato Grosso, ocupado pela Amazônia, é abrangido pelo clima equatorial,
apresentando os maiores índices pluviométricos do Centro-Oeste, que pode chegar
a mais de 2 500 milímetros anuais. O restante da região possui clima tropical,
com precipitações médias inferiores, entre 1 000 e 1 500 milímetros por ano. As
temperaturas são mais altas do que no sul. O inverno apresenta temperaturas
acima de 18 °C; durante o verão, a temperatura pode alcançar temperaturas
superiores a 25 °C. Existe declínio sensível de temperatura quando ocorre o
fenômeno da friagem, que é a chegada de uma massa polar atlântica que através
do vale do rio Paraguai, atinge todo o oeste dos estados de Mato Grosso e Mato
Grosso do Sul.
Nas
regiões mais elevadas do Planalto Central ocorre o clima tropical de altitude e
as mínimas são menores podendo ocorrer geadas nessas regiões. Em outras partes
da região também é normal ocorrer geadas. Os meses de verão são úmidos, porque
nessa época, a Planície do Pantanal é uma das áreas mais quentes da América do
Sul, e por esse motivo, forma um núcleo de baixa pressão que atrai os ventos
úmidos conhecidos como alísios de nordeste. A chegada desses ventos corresponde
às chuvas fortes que caem na região.
HIDROGRAFIA
A
Região Centro-Oeste é drenada por muitos rios, agrupados em três grandes bacias
hidrográficas:
Bacia Amazônica: norte
e noroeste de Mato Grosso.
Bacia do Tocantins-Araguaia: norte
e o ponto mais a oeste de Goiás e o extremo leste de Mato Grosso.
Bacia Platina: subdividida
em suas bacias hidrográficas: a bacia do rio Paraná e a bacia do rio Paraguai,
no restante da região.
Bacia do rio Paraná
Na
divisa com os estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, o Centro-Oeste é
banhado pelo rio Paraná e por um de seus formadores, o Rio Paranaíba, no
extremo sul de Goiás. A porção sudeste da região é drenada por afluentes menos
extensos da margem direita do rio Paraná, como os rios Verde, Pardo, Ivinhema,
Amambaí e Iguatemi.
Bacia do rio Paraguai
A
maior bacia hidrográfica em extensão da região Centro-Oeste é a bacia do rio
Paraguai, que nasce na Chapada dos Parecis, no estado de Mato Grosso. Seus
principais afluentes são os rios Cuiabá, Taquari e Miranda. A bacia do rio
Paraguai ocupa uma imensa baixada que forma a Planície Paraguaia, na qual a
parte alagada é composta pelo Pantanal Mato-grossense. Como o clima da região
intercala estações secas e estações chuvosas, essa planície fica coberta por um
lençol de água durante aproximadamente seis meses. Nos meses secos, as águas
represam-se em pequenas lagoas semicirculares, chamadas de baías. Quando as
cheias são mais violentas, as baías ampliam-se e ligam-se umas com as outras através
de canais chamados de corixos.
O
norte de Goiás e o leste do estado de Mato Grosso são banhados pelas nascentes
dos rios que formam a Bacia do Tocantins. Na divisa da Região Nordeste com o
estado de Goiás, estendendo-se até o estado de Tocantins, na Região Norte,
destaca-se o Espigão Mestre, que funciona como divisor de águas separando a
bacia do Tocantins, no oeste, e a bacia do rio São Francisco no leste.


Fotografia aérea de uma parte do Pantanal
VEGETAÇÃO
No
Centro-Oeste existem formações vegetais bastante diferentes umas das outras. Ao
norte e oeste aparece a Floresta Amazônica, praticamente impenetrável, composta
por uma vegetação densa e exuberante. A maior parte da região, entretanto, é
ocupada pelo cerrado, tipo de savana com gramíneas altas, árvores e arbustos
esparsos, de troncos retorcidos, folhas duras e raízes longas, adaptadas à
procura de água no subsolo. O cerrado não é uniforme: onde há mais árvores que
arbustos, ele é conhecido como cerradão, e no cerrado propriamente dito há
menos arbustos e árvores, entre os quais se espalha uma formação contínua de
gramíneas.
Imagem de satélite com o cerrado em destaque.
Em
Mato Grosso do Sul, existe uma verdadeira "ilha" de campos limpos,
conhecidos pelo nome de campos de Vacaria, que lembram vagamente o pampa
gaúcho. A região do Pantanal, sempre alagável quando nas cheias de verão,
possui uma vegetação típica e muito variada, denominada Complexo do Pantanal.
Aí aparecem concentradas quase todas as variedades vegetais do Brasil:
florestas, campos e até mesmo a caatinga.
Arvores do cerrado
Podem
ser identificadas ainda as matas galerias em alguns trechos do cerrado, que se
caracterizam por serem densas apenas nas margens dos cursos d'água ao longo dos
quais se desenvolvem e cuja umidade as mantém. A floresta tropical que existia
na região está praticamente extinta.Artigo
da Wikipedia revisado de acordo com os padrões do Blog Suporte Geográfico
7 Comentários
AMEI ESSE SATE!!
ResponderExcluirMuito bom
ResponderExcluirÓtimo conteúdo, ajudou bastante.
ResponderExcluirValeu
ResponderExcluirTô quase terminando de resumir 😁😁
ResponderExcluirmerci beaucoup de m'avoir aidé à faire le travail avec ce site: support géographique!
ResponderExcluirvlww muito obg por me ajudar no meu trabalho da escola
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